domingo, 30 de outubro de 2011

O meu primeiro amor

O que falar das emoções que nós, seres humanos sentimos?
Chorar em um filme de drama, ou chorar pelo amor perdido seria a mesma coisa?
Eu acho que o chorar do filme e do amor perdido estão intimamente ligados. Se eu posso chorar pelo amor que provavelmente nunca terei, posso chorar por um filmezinho horroroso, que brinca com os sentimentos da platéia para arrancar o máximo de dinheiro possível do espectador. Eu choro por não poder te abraçar e contar o que sinto por você. Eu choro por não poder beijar-te e sentir os seus lábios pulsando no mesmo ritmo do coração encostado nos meus lábios. Sentir suas curvas, explorando-as com minhas mãos. Sentir o ritmo do seu coração em cada parte do seu corpo, elevar minha consciência a modo de que não serei o mesmo eu de ontem. Eu te desejo demais, e tudo que posso te dizer, o máximo que posso chegar a te contar, é pedir o seu caderno da escola emprestado para somente poder me deliciar visualmente com a sua letra, que aos meus olhos é a perfeita mistura entre doçura e agressividade. Suas ideologias, por mais diferentes que sejam das minhas, só me fazem querer estar cada vez mais perto de você. Na hora em que fico sozinho, me pego imaginando o seu sorriso em câmera lenta, como em um filme em que nem eu nem você somos protagonistas, mas o desejo, e porque não, o amor. O antagonista da vez não seria um cara diferente, que atrairia você e me tiraria da jogada, mas sim o meu medo de dizer tudo que quero e que deveria. Não encontro forças para fazer isso. Não quero que você saiba, mas quero muito que você sinta. Sinta o que eu sinto por você. Sinta o ar ficar quente, assim como eu sinto quando você passa.
Eu acho que te amo. Não posso ter certeza disso, mas este é o relato, do que provavelmente é o meu primeiro amor, e o único provavelmente. Não me sinto infeliz por estar assim, mas incompleto, sempre serei assim. Sempre me sentirei assim, pois convenhamos, esses meus desejos provavelmente nunca irão se realizar.

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